
Por Simone Patrocínio
Todos sabemos que a obesidade está se tornando uma epidemia. E não é apenas na terra do McDonalds que é fácil encontrar gordinhos. O Brasil está passando de país subnutrido para um país obeso. E isso foi apontado pela pesquisa do IBGE e do Ministério da Saúde. Enquanto consumimos, cada vez mais, fast food, os EUA buscam alternativas drásticas para diminuir o índice de obesos. Lincoln University, em Oxford, no Estado da Pensilvânia, em 2006, passou a obrigar os alunos, com massa corpórea (IMC) acima de 30 – indicador de obesidade – a praticar exercícios físicos por 3 horas na semana. O problema é que cerca de 15¨% dos alunos que iniciaram nesse processo, não conseguiram alcançar o objetivo e podem não colar grau. O chefe do departamento de Saúde da universidade, James L. DeBoy, defende a decisão da instituição: “tempos drásticos requerem medidas drásticas. Estamos em meio a uma epidemia de obesidade nos Estados Unidos, e sabemos que a obesidade se associa a doenças do coração, diabetes, acidentes vasculares-cerebrais, câncer e problemas ósseos e musculares”. A política da universidade não agradou muito aos alunos que não conseguiram diminuir o IMC. “Para mim, trabalhar durante quatro anos para chegar ao final do meu curso e alguém me dizer que não posso me formar por causa do meu peso, não tem nada a ver”, reclama Sharifa Riley, aluna de jornalismo, em entrevista a BBC. O professor de Direito, David Kairys, disse que, do ponto-de-vista legal, a exigência da Lincoln parece “paternalista” e “intrusiva”. “O curso de fitness deveria ser uma escolha do estudante”, concluiu.
(Fonte: Gazetaonline)
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