Você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Clássicos hollywoodianos cheios de brasilidade
A cantora e radialista Simône Devens, que dispensa apresentações mais detalhadas, vai subir ao palco na próxima sexta-feira (02), como o espetáculo “Divas do Cinema”. A apresentação terá início às 20 horas, no Teatro do Sesi, em Jardim da Penha, Vitória. Simône garante que será um passeio pela memória afetiva dos mais saudosos e uma riquíssima surpresa para os desavisados. A cantora vai interpretar treze atrizes-cantoras ícones do cinema mundial, em performances com toque brasileiro.
No repertório, as músicas apresentadas são as mesmas cantadas nos filmes pelas próprias atrizes: Carmen Miranda (South American Way, de Serenata Tropical), Judy Garland (Somewhere Over The Rainbow, de O Mágico de Oz), Ingrid Bergman (As Time Goes By, de Casablanca), Rita Hayworth (Put The Blame On Mame, de Gilda), Audrey Hepburn (Moon River, de Bonequinha de Luxo), Marilyn Monroe (I Wanna Be Loved By You, de Quanto mais Quente Melhor), Julie London (Cry me a River The Girl Can´t Help it), Doris Day (Que Será Será, do filme O Homem que sabia demais) Sarita Montiel (Quizás, Quizás, Quizás, de Noches de Casablanca), Odete Lara (Molambo em A Rainha Diaba) e Liza Minelli (New York New York, trilha do filme homônimo).
Com direção musical e arranjos do violonista Emerson Arsy, arranjos do trombonista Rafael Rocha, o espetáculo “Divas do Cinema” conta, ainda, com Otávio Ribeiro no baixo acústico, Renato Rocha na bateria, Túlio Pizzol nos teclados e Roger Rocha no saxofone. Argumentação de Direção: Leandro Bacellar. Produção: Simône Devens e Wagner Paulo. Cenário e Figurino: Luza Carvalho. Fotografia: Fábio Machado. Cabelo: Honey Coiffer.
SERVIÇO
Espetáculo “Divas do Cinema”
Data: 02/12/2011
Horário: 20h
Local: Teatro do Sesi
Rua Tupinambás, Jardim da Penha
Entrada: R$ 10,00 e R$20,00
Informações: (27) 3334.7323 / 9907.2322
Beatles com sabor de brasilidade
Por Simone Patrocínio
Para os admiradores do trabalho de Zé Ramalho o último álbum do artista não tem nada de surpreendente, já que Beatles simplesmente é a referência máxima da carreira do cantor e compositor. No álbum “Zé Ramalho canta Beatles” o som do quarteto inglês ressurge com o toque brasileiro da sanfona e da zambumba. Os admiradores mais conservadores defendem a crítica de que o nordestino abusou dos instrumentos tipicamente brasileiros. Mas tem os que gostam da ousadia musical e acreditam que seja o melhor trabalho da série “Zé Ramalho canta…”. Eu, particularmente, não me empolguei muito com o som. Algumas músicas ficaram monótonas, paradas, totalmente fora do estilo de Zé Ramalho. Outras, realmente carregam a competência e o talento de Zé Ramalho. Se você ainda não conhece o som, dá uma conferida nesse vídeo e depois dê uma pesquisada na net para conferir o restante do álbum. ;)
A construção da alma feminina
Assim como a definição dos papéis sociais do homem e da mulher, o significado e representação do corpo humano são construídos a partir de um discurso cultural. O corpo veicula significados e produz sentidos diversos nas esferas públicas e privadas. Tais sentidos e significações podem ser observados em uma breve análise do comportamento social em relação ao corpo da mulher a partir do século XVII, quando passa de um conjunto de mistérios à arma de sedução. Assim, as diferentes formas de conceber o corpo convertem-se em significados peculiares e historicamente contextualizados.
Voltando o olhar para o século V, encontramos um cenário extremamente opressor em relação ao papel social feminino. E esse comportamento está diretamente ligado ás condições de vida dos indivíduos, uma vez que a expectativas de vida era muito baixa. Os privilegiados, como se refere Brown (1990), que conseguiam sobreviver agiam da forma como lhe convinham com seus impulsos sexuais.
E, ao mesmo tempo, que a mulher sofria uma pressão para que se submetesse ao casamento e em seguida à maternidade, os homens eram pressionados a se manter viris, excluindo todo e qualquer traço de delicadeza. E, assim, o corpo humano passa a ser uma representação de gêneros, ressaltando os comportamentos sociais e refletindo o pensamento social do tempo. E, segundo Brown (1990), “o jovem casal era decididamente incentivado por seus doutos parentes mais velhos a ir para a cama com a mente repleta de fantasias de calor considerável”. Além disso, o discurso religioso construía os limites para o sexo e para as relações entre homens e mulheres. Condenando, o corpo feminino, à mesma obscuridade que a mulher. Read the rest of this entry
Mercado Literário
Hoje tem Mercado Literário, a partir das 19 horas, na Avenida Paulino Müller, s/n, Jucutuquara, em Vitória. Quem gosta de literatura vai ter uma bela oportunidade para conhecer os novos lançamentos da literatura capixaba. Vai rolar vários lançamentos e distribuição de obras. A Coleção Roberto Almada vai lançar as obras “O poeta da crônica: Rubem Braga Vida e Obra” e “Chrysallida – Guilly Furtado Bandeira: Vida e Obra”. Pela coleção José Costa, serão lançados os livros “Indústria – A modernização do Espírito Santo” e “Dicionário de Poetas Capixabas”. Durante o evento serão realizados encontros com escritores das obras apresentadas.
O pop pelo erudito
Tente imaginar uma orquestra sinfônica tocando a música do Super Mario Bros, ou qualquer single do Michael Jackson, ou mesmo “Good Enough” de Cindy Lauper. É o que a Banda Sinfônica da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) vai fazer quarta-feira (28), na apresentação no Teatro Carlos Gomes. Na verdade não será nenhum desses pop’s. O que a sinfônica vai apresentar é a obra de John Williams, composta para o filme “Guerra nas Estrelas”. E quem não conhece? Impossível não lembrar do tema central, e das músicas de Darth Vader, do Mestre Yoda, e da Batalha na Floresta. O tema central, “Guerra nas Estrelas”, foi vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora e Globo de Ouro em 1977.
A apresentação da Banda Sinfônica da Fames será quarta-feira, 28 de setembro, no Teatro Carlos Gomes, às 20 horas. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados uma hora antes da apresentação.
O espaço do sentimento familiar
As diversas composições de grupo familiar pós-modernas ainda carregam velhos hábitos incorporados ao longo de séculos. A evolução lenta e gradual de comportamentos e costumes não apagou por completo os traços familiares universais. Não importando onde estivesse o homem sempre buscou se aproximar do próximo para satisfazer seus anseios pessoais e para se proteger. Dessa forma, a família atrai os olhares da história por se tratar da célula básica da sociedade, não importando o período histórico. É na família a origem da educação da sociedade, e a estrutura emocional do indivíduo. E assim, o grupo familiar tem se moldado para se adequar às mudanças sociais e às novas circunstâncias políticas.
Ariès (1981) no capítulo 3 – A Família –, da obra “História social da criança e da família”, descreve, através da análise de imagens a representação do grupo familiar e o processo de evolução do sentimento de família em torno dos séculos XVI e XVII. Observando desde o surgimento da figura da mulher, retratada como a dama do amor cortês ou dona de casa, que não estava presa a um espaço mínimo na sociedade e sob as regras autoritárias do marido. Demonstrando que a vida familiar estava conectada com a esfera pública, menos intimidade havia entre os membros. É necessário, para o progresso do sentimento de família, o espaço íntimo. “O sentimento de família não se desenvolve quando a casa está muito aberta para o exterior: ele exige no mínimo de segredo” (ARIÈS, 1981, p. 238). E durante o século XV, a vida privada estava muito mais no espaço público do que no ambiente familiar. Read the rest of this entry
A tendência para o próximo verão é um passeio aos anos 70
Quem passar pelo Shopping Praia da Costa até amanhã (22) vai se deparar com uma estrutura diferente na área de eventos. É a Semana Fashion que começou ontem e está levando para a passarela marcas como Richards, Los Neto, C&A, Redley, Cantão, Overend, Di Ferolla, Datelli, Renner, Missbela, Vide Bula, Tons, Maschio, Salinas e Levis. E ontem, o primeiro dia, foi aberto com um desfile de novos talentos com alunos do curso de Designer de Moda do Centro Universitário Vila Velha. O que vimos foram tecidos leves, estampados com florais, e roupas longas. As criações passearam pelos anos 70, com as pantalonas, e pelos anos 80, com as pegadas nas cores. O resultado foi um desfile lindo e muito coerente.
Entre um bloco de desfile e outro a atriz e apresentadora, do programa Quebra Cabeça (GNT), Cris Nicklas comandava um talk show com as convidadas Maria Anunciata, coordenadora do curso de Designer de Moda do Centro Universitário Vila Velha, a editora da Revista Hype, Beth Feliz, e a designer de joias, Emar Batalha. Elas conversaram sobre os vários aspectos da criação/moda e concluí o seguinte: ninguém faz sua própria moda. Apenas combinamos peças que estão disponíveis no mercado. O que precisamos fazer é evitar copiar, literalmente, o visual de outra pessoa.
O legal de eventos de moda é que as pessoas ficam bem a vontade para montar um visual para a ocasião. Aparece de tudo. Looks legais, outros nem tanto, alguns bem ousados, outros que deixaram a ousadia na gaveta. Mas imagino que esse seja o espírito da coisa. O importante é se sentir bem à vontade.
Hoje, a partir das 18h30min, sobem na passarela as marcas, Di Ferolla, Levis, Renner, Andarella, Missbela, e Vide Bula. O talk show, com Cris Nicklas, vai receber Maria Anunciata, coordenadora do curso de Designer de Moda do Centro Universitário Vila Velha, e Beth Caetano, consultora de moda. Amanhã (22) é a vez de Datelli, Tons, Maschio, Kevingston, Salinas, e Bobstore. O talk show de intervalo vai receber o stylist Felipe Veloso, e a produtora de moda, Maria Sanz Martins.
Semana Fashion do Praia da Costa começa hoje
Hoje começa a Semana Fashion no Shopping Praia da Costa com as tendências para a próxima temporada – e termina quinta-feira (22). Pelas marcas que estarão na passarela o evento promete ser bem legal. Inclusive os alunos do curso de Moda da UVV vão participar com alguns looks. E isso eu acho muito interessante, pois o conceitual lado a lado com o day by day permite que a compreensão, de quem assiste o desfile, seja mais fácil. As produções dos futuros estilistas foram todas inspiradas na década do “paz e amor” – 1970. Então podemos esperar tecidos transparentes, florais e com algumas interferências. As peças soltas e pantalonas também são esperadas nos looks dos alunos.
Além disso, serão 19 marcas apresentando as coleções Primvera-Verão 2011/2012: Bob Store, Salinas, C&A, Renner, Cantão, Redley, Richard’s Feminino e Masculino, Overend, Los Neto, Datelli, Levis, Andarella, Missbella, Vide Bula, Diferola, Tons, Maschio e Kevingston. E só pra dar água na boca… o casting de modelos foi muito bem trabalhado com Malana de Freitas (finalista do Brazil’s Next Top Model), Felipe Anibal (que participou do último ensaio fotográfico com Madonna no Brasil), e mais 34 modelos. Os atores Raphael Viana (o Tadeu de “Morde e Assopra”), Bárbara Borges e Sidney Sampaio (“Ti ti ti”) também irão participar do desfile. A Semana Fashion começa hoje às 18h30min.
Os mistérios do corpo humano
Por Simone Patrocínio
Imagina não poder sair de casa por causa de bactérias? É o que passa Alex Hannard. Ele é um inglês de 9 anos de idade que sofre de imunodeficiência, doença conhecida como granulomatosa crônica, que paralisa a produção das células sanguíneas que combatem as bactérias e fungos no organismo. Os médicos dizem que um grão de poeira é suficiente para matar Alex.
O menino vive com os pais em Hill Head/Hampshire, na Inglaterra. Sua vida é uma prisão e Alex não pode nem sonhar em ter uma vida normal como os meninos de sua idade. A descoberta da doença foi feita quando ela tinha 5 anos, em 2007. O primeiro diagnóstico era de que Alex morreria, mas um dos médicos lembrou de outro caso parecido. Isso porque na Inglaterra só existem 300 pessoas com a doença. A vida normal que Alex e seus pais tanto desejam pode acontecer com um transplante de medula óssea. Mas o número de doadores é pequeno, o que reduz a chance de encontrar alguém compatível. Read the rest of this entry








