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O espaço do sentimento familiar

O espaço do sentimento familiar

Por Simone Patrocínio

As diversas composições de grupo familiar pós-modernas ainda carregam velhos hábitos incorporados ao longo de séculos. A evolução lenta e gradual de comportamentos e costumes não apagou por completo os traços familiares universais. Não importando onde estivesse o homem sempre buscou se aproximar do próximo para satisfazer seus anseios pessoais e para se proteger. Dessa forma, a família atrai os olhares da história por se tratar da célula básica da sociedade, não importando o período histórico. É na família a origem da educação da sociedade, e a estrutura emocional do indivíduo. E assim, o grupo familiar tem se moldado para se adequar às mudanças sociais e às novas circunstâncias políticas.

Ariès (1981) no capítulo 3 – A Família –, da obra “História social da criança e da família”, descreve, através da análise de imagens a representação do grupo familiar e o processo de evolução do sentimento de família em torno dos séculos XVI e XVII. Observando desde o surgimento da figura da mulher, retratada como a dama do amor cortês ou dona de casa, que não estava presa a um espaço mínimo na sociedade e sob as regras autoritárias do marido. Demonstrando que a vida familiar estava conectada com a esfera pública, menos intimidade havia entre os membros. É necessário, para o progresso do sentimento de família, o espaço íntimo. “O sentimento de família não se desenvolve quando a casa está muito aberta para o exterior: ele exige no mínimo de segredo” (ARIÈS, 1981, p. 238). E durante o século XV, a vida privada estava muito mais no espaço público do que no ambiente familiar. Read the rest of this entry

Você aprende

Você aprende

“Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto e
não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os
planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o
sol queima se ficar exposto por muito tempo. Read the rest of this entry

Bons tempos…

Bons tempos…

Já faz um bom tempo que não te vejo,
mas rememorar momentos
dos quais pude compartilhar da tua presença,
é a motivação principal,
para que a saudade insista
em trazer você a memória.

A saudade é um tipo de sentimento
que só é dado a se sentir à aqueles
que viveram grandes experiências em
suas vidas.

A sua passagem pela minha vida foi assim,
marcante e por isso, merece sempre ser lembrada.

Um recado….

Um recado….

 

Por Cláudia Gregório
 
Nem tudo é fácil.
É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazê-lo triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

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Pacto e forma

Pacto e forma

Filósofa capixaba Viviane Mosé

Filósofa capixaba Viviane Mosé

Por Ronald Mansur (*)

Tem certas coisas que a gente ouve, vê, participa e até mesmo passa a tomar conhecimento por meio de terceiros, que nos leva a carregá-las para sempre. Vira e mexe aquelas ‘’certas coisas’’ estão a batucar diretamente na nossa cabeça. Comigo este fato sempre acontece com frequência. Eu não sei se é por dever do ofício de ser jornalista – devemos ouvir muito mais do que falar ou registrar – é juntar a quantidade para tentarmos chegar a uma qualidade. Read the rest of this entry

Um amigo …

Um amigo …

Por Cláudia Gregório

Quero hoje falar de um amigo. Um amigo que não cheguei a ver pessoalmente, mas pude conhecer e partilhar alguns momentos importantes. O mundo virtual o fez se aproximar e, por algum tempo, partilhou minha vida. O motivo da aproximação outro dia eu conto. Acabei de receber a noticia que esse amigo nos deixou. Deixou-nos fisicamente, pois tenho certeza de que ele está em um lugar especial. Ele é especial. Read the rest of this entry

Mantenha as velas acesas…

Mantenha as velas acesas…

Por Cláudia Gregório

Outro dia ouvi um depoimento de uma mulher que me fez deixar de lado o que estava fazendo para ficar atenta às palavras dela. Foi no final de um capítulo da nova novela das oito, da TV Globo. Eu não estava vendo a novela, estava passando pela tv quando ouvi o depoimento e me chamou a atenção. Cheguei a fazer um comentário. De que o autor Manoel Carlos vive fazendo isso nas novelas dele. A mulher disse mais ou menos assim: “As minhas lágrimas, quando choro, são de emoção e a tristeza me faz crescer.” Read the rest of this entry

A arte de eternizar

A arte de eternizar
 
Raphael Delesderrier Cotta

Raphael Delesderrier Cotta

Por Simone Patrocínio

Quem não gosta de fotografar? Ser fotografado é uma coisa, mas fotografar… eu realmente não conheço quem não goste de registrar a vida. É bom demais. A minha câmera digital está sempre dentro da minha bolsa pronta para registrar alguma coisa. Um flagra ou um simples encontrar de um amigo que não vejo há anos. E ai conheci um rapaz muito simpático. Uma figura muito irreverente e resolvi falar sobre ele. E também porque acredito no potencial dele como fotógrafo e sei que em alguns anos, uma entrevista com ele será muito difícil conseguir. Então, já garanti a minha. Apresento a vocês Raphael Delesderrier Cotta. Um talento capixaba. Read the rest of this entry