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Pedir esmola é o fim

Pedir esmola é o fim

Foto ilustrativa

Por Simone Patrocínio

Hoje voltando da minha aula vi calouros de alguma instituição de ensino pedindo esmola nos semáforos da Avenida Reta da Penha. Isso me fez questionar a capacidade intelectual desses jovens. Imagina alguém que estudou por anos para passar na faculdade e chegar o curso superior e quando passa vai para a rua pedir esmola para bancar festa de veteranos. Realmente não é um ato de inteligência. E o pior é que não é obrigado. A gente fala muito em trote violentos, mas os trotes abusivos (que não lidam com violência física, mas que expõem os calouros) são tão ridículos quanto os trotes com violência. É ridículo ver um jovem todo sujo de tinta pedindo moedas. É deprimente. Se esse dinheiro fosse convertido em algo digno… mas não é. Serve para comprar caixas e caixas de cerveja para veteranos encherem a cara. Isso se a festa não acabar em tragédia ou em bandos de jovens em coma alcoólico. Realmente eu fiquei muito revoltada de ver que ainda tem gente que se presta ao papel ridículo de ser “calouro retardado”. Fala sério. A Fundação Educar/SP propôs um trote solidário em 1998. De lá pra cá só as instituições que não se preocupam com os alunos (porque esse ritual também faz parte da formação do profissional) que ainda não adotaram o projeto Trote Cidadão. Que tal mudar essa realidade? Vamos adotar ações de solidariedade para os programas do trote. Vamos contribuir para uma sociedade mais cooperativista, mais humana.

Seminário de Estudos Literários

Seminário de Estudos Literários

Pesquisadores do movimento hip-hop

 Por Simone Patrocínio

“Personagens e pessoas: em cena os marginais” esse era o título da mesa redonda que assisti ontem na UFES. O evento realizado pelo mestrado em Literatura, reuniu pesquisadores, de diversas áreas, que têm como objeto de estudo elementos do movimento hip-hop. A discussão começou às 14 horas e terminou por volta das 16h30min.

Tive dois motivos para assistir as apresentações de trabalhos. Um: seria exibido e debatido o documentário No Olho da Rua; dois: achei que seria interessante ver pessoas de fora do movimento debatendo sobre o assunto. E não foi diferente. Para quem já teve algum contato com pessoas que vivem o hip-hop, percebe que a forma de entender o movimento é muito diferente, mesmo recorrendo a pensadores como Foucault, Kafka e Bakhtin. E foi incrível e enriquecedora a discussão. Read the rest of this entry

Negro em Negro

Negro em Negro

Por Simone Patrocínio

Começou ontem a V Mostra Produção Independente – “Negro em Negro”. As produções estão sendo exibidas no Cine Metrópolis, na UFES, a partir das 19 horas. Informações pelo site www.abdcapixaba.com.br. Read the rest of this entry

Carne crua – Por João Barreto

Carne crua – Por João Barreto

João Barreto

João Barreto

Por Simone Patrocínio

Um querido amigo, João Barreto, vai lançar mais um livro no próximo dia 14, no Bar Birita, em Jardim da Penha. Ainda não tive a oportunidade de conhecer o livro, provavelmente lerei depois do lançamento, mas tenho certeza de que a obra é tão boa quanto os trabalhos que João faz. Eu li o Ver e Contar: Cinema, Literatura, Jornalismo. Muito bom. O Carne Crua é um livro de contos sobre pequenas tragédias cotidianas, loucuras e dramas existenciais. A obra é da editora Cultural e Edições Tertúlia. O lançamento vai ser às 19 horas, no Bar Birita, em Jardim da Penha, em Vitória.

Pra quem não conhece João Barreto, ele é jornalista, mestre em Estudos Literários, pela Ufes e doutor em Comunicação e Cultura, pela UFRJ. Atualmente está lecionando na Universidade Federal de São João Del-Rei (Minas Gerais), a disciplina de Planejamento Visual Gráfico e desenvolve pesquisas que relacionam a imagem digital à história da arte e aos sistemas de vigilância.

Avenca – um filme de Erly Vieira Jr

Avenca – um filme de Erly Vieira Jr
Cena do filme "Avenca"

Cena do filme "Avenca"

Por Simone Patrocínio

A mais nova produção do cineasta capixaba, Erly Vieira Jr, já está nas telas. Ontem (2 de outubro) foi o lançamento do filme no cine Metrópolis, na Ufes. Na platéia estavam amigos e profissionais de comunicação. Claro, não faltou a cobertura da Rede Gazeta. Afinal, é preciso incentivar essas produções. Porque as leis capixabas de incentivo, são mais para fazer os profissionais e artistas desistirem do que qualquer outra coisa. E esse é um dos assuntos que mais adiante vou comentar. Read the rest of this entry

Hip Hop Capixaba

Hip Hop Capixaba
Luiz Eduardo Neves, diretor do documentário No Olho da Rua

Luiz Eduardo Neves, diretor do documentário No Olho da Rua

Por Simone Patrocínio

Os fãs capixabas de hip hop agora já podem conhecer um pouco da história do movimento no Espírito Santo. É disso que trata o documentário de Luiz Eduardo Neves, “No Olho da Rua”. O audiovisual chegou há poucos dias de Manaus, onde estava sendo prensado e agora está aguardando o lançamento, que deve acontecer em breve. Mas quem quiser já conferir a produção é só entrar em contato com o diretor do documentário. No Olho da Rua já participou de festivais nacionais e internacionais e faz parte da coletânea Desconstrução de 2008, que aconteceu no Cine Metrópolis, Ufes.

Durante cinco anos a equipe do documentário acompanhou a vida de seis personagens que vivem o hip hop na Grande Vitória. A intenção era mostrar como essas pessoas entendem o movimento, como são recebidas pela sociedade e como o hip hop está inserido no cotidiano delas.

Entre os entrevistados estão os rappers J3 e Renegrado Jorge, os dançarinos do grupo Vila Velha Força Break e os grafiteiros da Luz do Mundo, além do DJ Gordinho e do professor do mestrado em Literatura da Ufes, Jorge Nascimento. “Em cada imagem é possível perceber no rosto do artista o desejo de canalizar em forma de cultura as angústias pós-modernas em que vive submerso”, comenta Luiz Eduardo Neves, diretor do documentário No Olho da Rua.

Quer saber mais sobre o documentário No Olho da Rua?
Então acesse noolhodarua.wordpress.com