Por Simone Patrocínio
Hoje voltando da minha aula vi calouros de alguma instituição de ensino pedindo esmola nos semáforos da Avenida Reta da Penha. Isso me fez questionar a capacidade intelectual desses jovens. Imagina alguém que estudou por anos para passar na faculdade e chegar o curso superior e quando passa vai para a rua pedir esmola para bancar festa de veteranos. Realmente não é um ato de inteligência. E o pior é que não é obrigado. A gente fala muito em trote violentos, mas os trotes abusivos (que não lidam com violência física, mas que expõem os calouros) são tão ridículos quanto os trotes com violência. É ridículo ver um jovem todo sujo de tinta pedindo moedas. É deprimente. Se esse dinheiro fosse convertido em algo digno… mas não é. Serve para comprar caixas e caixas de cerveja para veteranos encherem a cara. Isso se a festa não acabar em tragédia ou em bandos de jovens em coma alcoólico. Realmente eu fiquei muito revoltada de ver que ainda tem gente que se presta ao papel ridículo de ser “calouro retardado”. Fala sério. A Fundação Educar/SP propôs um trote solidário em 1998. De lá pra cá só as instituições que não se preocupam com os alunos (porque esse ritual também faz parte da formação do profissional) que ainda não adotaram o projeto Trote Cidadão. Que tal mudar essa realidade? Vamos adotar ações de solidariedade para os programas do trote. Vamos contribuir para uma sociedade mais cooperativista, mais humana.





